Marcelo Ganem, por Josefina Cardoso

Josefina Cardoso

Marcelo, você achou pouco os ornamentos melódicos e ainda “mandou” aquelas letras. É demais. Algumas pessoas fazem da vulgaridade, um 01crachá de inteligência, outras fazem da inteligência um objeto de luxo. Você faz da sua inteligência, do coração, dos sentidos, objeto de uso corrente. Algumas letras são um despertar de consciência, outras, um alerta para quem se envergonha em assumir as raízes. Talvez não seja de propósito, e sim, devido à sua capacidade de dizer coisas profundas em linguagem simples. A linguagem do homem que entalha um coração num tronco de árvore.

A maioria dos compositores fala de amor, mas não do amor. Você fala dos dois tipos de amor.

E quando canta, parece se dirigir à pessoa amada, que dorme, não para acorda-la, mas para oferecer-lhe a alma toda. E a calçada musical?

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