Instituto Macuco Jequitibá reúne sociedade em Buerarema para discutir a preservação dos recursos hídricos

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A convite do Instituto Macuco Jequitibá, uma equipe da Embasa participa de reunião com a comunidade de Buerarema nesta quarta-feira(1º), na Casa de Cultura Jonas&Pilar, para falar sobre a importância da elaboração do plano municipal de saneamento básico, saúde pública, uso racional da água, preservação dos mananciais e da mata ciliar e qualidade da água.

Participam do encontro o gerente da Divisão Comercial da Embasa em Itabuna, Adnovaldo Borges; assistente social, Thaíse Dias; bióloga, Lorena Lacerda e a química, Daiane Silva. O evento conta com apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Buerarema e deverá contar com a participação de autoridades municipais, instituições da sociedade civil organizada e a população.

Na sua página no Facebook, o Instituto Macuco Jequitibá explica que há anos o município – assim como todos os outros da região Sul da Bahia – observa indiferente a degradação da Mata Atlântica e, consequentemente, a diminuição da água de córregos e rios. “Nossa região é autossuficiente em água, nós temos que lutar para manter esse privilégio”, disse Cassimiro Dias, presidente da instituição.

A captação de água para o abastecimento de água de Buerarema é feita no rio São José (S. José da Vitória), embora a região dos mananciais esteja sob ataque maciço do desmatamento. “Essa situação não pode permanecer assim, as pessoas devem tomar consciência, e os órgãos responsáveis têm que fiscalizar, muito embora eu ache que o melhor fiscal é o povo consciente, por isso quis convidar a Embasa para esclarecer esses pontos cruciais para a população”, diz o Cassimiro.

O uso racional dos recursos hídricos é apenas um ponto nessa cadeia. O município tem que planejar as políticas de saneamento, o que implica em desenvolver projetos na área que gerarão impactos na economia da Saúde. Em razão disso, é importante focar também na preservação do rio Macuco, um pequeno rio de Buerarema – muito embora seja perene – que está transformado em esgoto a partir do momento que entra na cidade. “Por ser perene, esse é um crime de extrema violência contra nossa bacia hídrica e algo precisa ser feito com urgência”, diz Cassimiro.